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terça-feira, 6 de novembro de 2018

O Ceticismo do Amor


Céticos são os que duvidam de tudo.
Não acreditam em promessas, juras de amor, boas intenções.
Olham de banda a própria realidade.

Chega uma hora na vida da gente que a gente tem que ser igual a São Tomé, só acreditar naquilo que a gente vê e não na ilusão que a gente vive em relação a expectativa de estar com alguém. É logico que todos nós nos decepcionamos com algo que não concordamos ou com atitudes que não esperávamos em algum assunto.

Os ateus são céticos, não acreditam em Deus, talvez por uma decepção de não ter sido agraciado ou por não concordar que Deus pode tirar algo do alcance deles, como um ente querido ou um super-herói.

Eu acredito no amor, em declarações de amor em atitudes de amar e que aquele amor é único e nunca deveria acabar, pois acreditava que seria eterno, que amei alguém e não conseguiria amar outra pessoa como havia amado, mas acaba que o ceticismo nos toma diante de um rompimento de relação, em que aquele momento pareceu não ter valido a pena para o casal, que foi uma perda de tempo, de palavras faladas e ouvidas, declaração de sentimento e de fluidos trocados, de gozo intenso somado a sussurros e gritos. Acredito que o amor é doação, como o de seus pais para com filhos, com dedicação, preocupação, compreensão, humildade e principalmente superior a qualquer orgulho.

Daí vem uma preocupação minha após o rompimento: será que o amor tem sempre que estar em um rascunho de vida, e toda aquela entrega no relacionamento tem que morrer? 
Acho que sou um ser diferente nesse mundo. Eu amei, amo e amarei sempre com a mesma intenção da verdade que é esse sentimento que nutri e nutro por alguém. 
Imagina se a cada decepção que um filho tem com seu pai ou vice e versa fosse motivo para o esquecimento daquela doação.

Então tenho que ser cético com o amor que senti? Ou do outro lado a pessoa não amou na mesma intensa verdade?

Edson Charles

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