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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Quantos sonhos podemos sonhar nessa vida e quantas vidas podemos viver enquanto vivemos.


Durante muito tempo eu participei da vida das pessoas como plateia e nunca como coadjuvante, observando, sorrindo ou chorando. Muitas dessas vezes eu até participei muito mais que vendo em uma tela de televisão ou cinema, registrando esses momentos em uma profissão que eu tinha escolhido na adolescência que era a arte de fotografar.
Eu era uma criança que se emocionou pela primeira vez na vida com a história infantil: o patinho feio, que sonhava em ganhar uma bicicleta no natal com a ilusão que Papai Noel existia, e que no comercial de TV quando pedia para escrever em pedaços de papel a frase “não esqueça a minha Caloi”, eu o fazia e distribuía por toda a casa com a ilusão que um dia ganharia esse na noite de natal. Frustrei-me durante anos, mas tinha o meu consolo, um travesseiro com pena de ganso, que depois foi substituído por outro de penas de galinha, presente esse que minha mãe havia ganhado de uma amiga para dar para o filho que ela ia ter. Ela havia bordado uma “pata” na fronha e era o meu consolo quando eu chorava.
Eu resumia a minha vida apenas em sonhos e poucas realizações e como muita gente por aí, sonhava em ser um artista de televisão, mas eu era tímido e diante de sofrer tanto preconceito na infância por conta do meu exagerado estrabismo, mas consegui superar, depois de ter feito teatro e ainda ter operado por várias vezes para fazer a correção.
Estudei fotografia, trabalhei em estúdios fotográficos, passei em Concursos públicos para trabalhar como fotografo ou laboratorista, cheguei a ter uma empresa com estúdio próprio, dei aulas, workshops e até fui jurado de concursos, mas me afastei do oficio diante dessa tecnologia que apaga ilusões e sonhos.
No meio desse caminho eu era um adolescente difícil, pois gostava muito de ouvir rádio, participar ao vivo falando com o locutor e pedindo músicas ou enviando mensagens. Eu era muito criticado pelo fato de ficar muito no telefone falando com pessoas que nem conhecia pessoalmente e que do outro lado do aparelho diziam que eu tinha uma voz bonita e que eu podia ser locutor. Quantas vezes eu me via recitando poesias que escrevia para essas pessoas, alimentando um sonho que eu tinha que era escrever um livro e ter um programa de rádio para ler meus sentimentos.
Eu era apaixonado pela vida, sonhador, idealista e muitas vezes até político diante de minha face crítica diante do que acontecia na sociedade.
O meu imediatismo me fazia tropeçar em minhas dificuldades. Eu estudava somente o que era de meu interesse e tinha apenas a média escolar para concluir o ano letivo, e que, por algumas vezes fui reprovado.
Mas tudo isso nunca interessou a ninguém. Eu via a possibilidade de executar alguma coisa e eu não media esforços e fazia. Quantas vezes me estrepei com isso, incentivando pessoas que, depois que aprendiam como se fazia, se afastavam e criavam suas coisas.
Eu nem sei por que estou escrevendo isso no meu blog, mas vale o desabafo. Eu queria muito contar mais e mais, mas não tenho o público certo para ficar lendo minhas besteiras. Deve ser a insônia que todo internauta sente.
Nem sei se devo continuar...
Mas deixo aqui registrado.

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